Extraordinário, R. J Palacio

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015


Sinopse oficial: Auggie nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
   A primeira coisa da qual me lembrei quando olhei para a capa de Extraordinário foi de Laranja Mecânica, do Anthony Burgess. Pode ter sido pelo olho símbolo do personagem principal, ou pelo design contemporâneo da capa. O fato é Extraordinário tem uma proposta bem diferente do clássico de Anthony, mas nem por isso deixa de ser absolutamente adorável.

  Ele tem muito mais que o dobro de páginas que a nossa recomendação passada para o fim de semana (O Vilarejo), mas a narrativa é tão leve que você não sente. A história de Auggie é contada não apenas pela ótica dele, como a dos amigos, da irmã... Dá pra tirar uma lição excelente sobre como nossos problemas são vistos de diferentes formas por nós mesmos e por quem está a nossa volta. Os personagens são profundos e alguns muito carismáticos. O Senhor Browne por exemplo é tão incrível que acabou dando origem a um livro secundário, chamado 365 Dias Extraordinários.

   É uma leitura que emociona muito e traz diferentes sensações. Alguns capítulos dão ataques de risos gostosos, com piadas bem desenvolvidas e um toque de sarcasmo. Pode ser que no capítulo seguinte você já esteja pagando aquele mico básico no ônibus, metrô ou colégio: emotiva que sou, derramei lágrimas e lágrimas com os trechos que falam sobre bullying, autoaceitação, autoestima e tudo mais.


   Extraordinário tem um ritmo bem leve e aconchegante, ideal para a leitura (total ou parcial) do fim de semana. Auggie mostra pra nós que as aparências enganam de verdade; olhando assim, a moral parece clichê e desnecessária, mas o livro demonstra que os estereótipos que estamos acostumados a encaixar vão muito mais longe do que imaginamos. Não é um livro que se esquece fácil, especialmente se você tem ou tem algum ponto fraco discutido nos parágrafos - o que, vamos combinar, é bem fácil. Fica a dica de um livro gostoso, divertido e ao mesmo tempo muito profundo. Nos vemos na segunda!


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Criado por: Maidy Lacerda
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