Um Gato de Rua Chamado Bob, James Bowen

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sinopse oficial: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum...
   A indicação do que ler nesse fim de semana é muito especial e sensível: afinal, quem não adora animais? Aliás, depois do absoluto sucesso de Marley & Eu, o mundo literário pareceu acordar para as incríveis histórias entre pessoas e seus bichos de estimação. Foi no meio dessa onda que eu li Um Gato de Rua Chamado Bob, e hoje a gente conversa sobre os motivos para que você leia também.

   A narração em primeira pessoa nos apresenta James Bowen, um músico viciado em heroína que um belo dia chega em seu apartamento e encontra um gato. Bob é o felino laranjinha da capa do livro e já começa o livro mostrando que é muito especial: ficando do lado de James durante crises de abstinência, Bob se transforma no melhor amigo do rapaz.

   Já soube de algumas pessoas que não se interessaram pelo livro por pensarem que ele tem características que na realidade ele não possui. Por isso, preciso dizer que...

Não é um livro só pra quem gosta de gatos.
   A história de James e Bob é muito mais profunda do que parece. Como é contada pelo próprio James, conhecemos ao longo do livro suas dificuldades e limitações, nos identificando com um personagem que existe na vida real. Em muitos momentos, é fácil se emocionar com os apuros que o músico passa pelas ruas de Londres, seus traumas e sua luta contra as drogas. Bob está longe de ser um coadjuvante, é verdade, mas também não impede que quem não curte muito felinos se encante por cada linha. 

Não é um livro de autoajuda. E também não é uma biografia.
   Um Gato de Rua Chamado Bob não carrega dicas sobre a vida. Pelo menos não de forma explícita: você pode tirar várias lições lindíssimas da história do músico e seu gatinho, mas todas elas serão garimpadas por você nas situações inusitadas contadas. Por outro lado, também não espere um livro biográfico: a vida de James não é contada desde o começo, mas sim apenas o suficiente pra explicar a diferença que Bob fez.

   Depois de Um Gato de Rua Chamado Bob, também foram lançados Bob, Um Gato fora do Normal e O Mundo pelos Olhos de Bob, ambos com mais histórias sobre os dois. Contudo, o mais marcante sem dúvida alguma ainda é o primeiro volume. Para quem ama animais, então, a emoção é certa: dá pra rir, chorar e se irritar em muitos e muitos parágrafos! Uma verdadeira lição de lealdade, amizade e volta por cima. Excelente dica pra começar a ler esse fim de semana, hein? Contem pra mim o que acharam. Beijos!


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Criado por: Maidy Lacerda
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