Entrevista Com o Vampiro, Anne Rice

sexta-feira, 4 de março de 2016

Sinopse oficial: Escrita em 1976, Entrevista com o Vampiro inicia a série que apresentou O vampiro Lestat e A rainha dos condenados, levando os críticos à descoberta de que se trata da mais voluptuosa e sedutora história de horror do nosso tempo. Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock.

   A literatura vampírica é um verdadeiro universo. Para alguns (como eu), um vasto mundo complexo, elegante e charmoso - ao menos em sua forma original. Sim, é verdade: faz alguns anos que os vampiros ganharam características um tanto quanto discutíveis: brilhar no sol? Se apaixonar? Serem heróis adolescentes? Há quem ache essas adaptações irresistíveis, mas boa parte dos fãs de uma boa história de vampiros sente falta do calculismo, da frieza e das reflexões de um bom e velho clássico: e nessa categoria não se pode deixar de falar em Entrevista com o Vampiro.
   Com muitas edições desde o seu lançamento, esse é um livro que todo mundo que curte uma boa ficção - tendo ela vampiros ou não - deveria conhecer. A edição que tenho em casa tem um capa da Rocco bastante interessante, e como sou bastante ligada a história original nem cogitei a versão em quadrinhos, onde temi que a prioridade fosse as ilustrações e nas as falas brilhantes dos personagens. Anne Rice é uma verdadeira mestre em seres fantásticos, e o retorno de suas Crônicas Vampirescas está quase acontecendo. Enquanto isso, vamos conversar sobre o que seria provavelmente a sua obra mais famosa.

   Apesar de escrito há muito tempo, Entrevista com o Vampiro tem uma narrativa mista muitíssimo bem conduzida. O livro todo gira em torno de uma entrevista que Louis de Pointe du Lac cede a um jornalista, que no início nem mesmo acredita que o rapaz seja mesmo um vampiro. De forma sutil mas definitiva, Louis prova ao entrevistador que não está de brincadeira. E é aí que tudo começa a ficar não só interessante, mas envolvente, mágico e nefasto!

   Por falar nele, Louis é um primor de personagem. Sensível, reflexivo e questionador, ele envolve o leitor em sua história fascinante. Pensa sobre a existência da própria espécie, sobre sua anterior existência como humano, sobre inúmeros pontos existenciais. Tudo em Louis é uma bonita poesia, uma metáfora para as principais dúvidas humanas e sentimentos conflitantes. Ele tem sérias dificuldades em aceitar sua condição de vampiro e filosofa de forma gostosa, sem ser um chato maçante ou um personagem meloso.


   Lestat de Lioncourt, o criador e parceiro de Louis em muitos sentidos, é um poço de sarcasmo, ironia, racionalidade e egoísmo. Impossível não soltar uma risadinha com seus apontamentos sujos, impiedosos e inconvenientes. Ao contrário de Louis, Lestat é perfeitamente conformado e parece orgulhar-se de tirar vidas humanas para se alimentar. Mais do que isso, o vampiro é um professor dedicado e inteligente.

   A menina Cláudia é uma petulante e infeliz vampira controversa: ama ser o que é, mas quer muito mais. Sem ela, a história perderia boa parte da coerência e originalidade. Transformada ainda criança em condições bem curiosas, acaba virando uma mulher em corpo infantil. O resultado disso é surpreendente e enriquecedor na trama.

   E se você está pensando se o gif desse post tem algo a ver com o livro... Brad Pitt, Tom Cruise, Antonio Banderas e Kirsten Dunst são alguns dos nomes da excelente adaptação cinematográfica dele. Com figurinos deslumbrantes e transcrições fiéis dos diálogos e cenas do filme, merece um balde de pipoca e vale as duas horas, especialmente pra quem curte o livro. Cá entre nós, é de tremer na base com os boatos de remake.

   Bom, agora você já sabe o que fazer se não tem programação pro fim de semana: encha-o de dentes afiados e sangue! Beijos


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Criado por: Maidy Lacerda
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