O Demônio do Meio Dia, Andrew Solomon

terça-feira, 22 de março de 2016

Sinopse oficial: "Partindo de sua própria batalha contra a depressão, Andrew Solomon constrói um retrato monumental da doença que assola nossos tempos. Lançado em 2000, O Demônio do Meio-Dia continua sendo uma referência sobre a depressão, para leigos e especialistas. Com rara humanidade, sabedoria e erudição, o premiado autor Andrew Solomon convida o leitor a uma jornada sem precedentes pelos meandros de um dos temas mais espinhosos e complexos de nossos dias. Entremeando o relato de sua própria batalha contra a doença com o depoimento de vítimas da depressão e a opinião de especialistas, Solomon desconstrói mitos, explora questões éticas e morais, descreve as medicações disponíveis, a eficácia de tratamentos alternativos e o impacto que a depressão tem nas várias populações demográficas (sejam crianças, homossexuais ou os habitantes da Groenlândia).
No epílogo inédito escrito exclusivamente para a nova edição brasileira, conhecemos o que aconteceu com Solomon, com os entrevistados e com os tratamentos da depressão desde a publicação da obra. A inteligência, a curiosidade e a empatia do autor nos permitem conhecer não só as doenças mentais, mas a profundidade da experiência humana."
 Como vocês já estão sabendo, terminei a leitura de Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes) recentemente. Como comentei no post sobre esse livro, é muita coragem terminá-lo e partir direto para sua continuação; uma ficção que me deixa vulnerável acaba pedindo por um livro um pouco mais sólido em seguida. Mais alguém é assim?

   Bom, resolvi apostar num aclamado científico sobre depressão: O Demônio do Meio Dia - Uma Anatomia Sobre Depressão, de Andrew Solomon.

   Meu interesse por literatura científica é quase restrito a psicologia e suas vertentes. Assuntos meio biológicos, meio psíquicos (a chamada psicobiologia) são o número 1 quando resolvo procurar por algo mais estudioso, por assim dizer. Ávida pela temática, mergulhei de cabeça nas páginas metade poesia metade ciência.

   É um livro denso. E aqui não me refiro ao número de páginas, mas a quantidade de disposição que você precisa ter para ir para cada capítulo. Por vezes, parei na terceira ou quarta página do dia - habitualmente, consumo pelo menos umas quinze. Mas o isto o faz um livro ruim?
  
(Como resistir a um gif de gatinho como esse pra ilustrar o post?)     

   Depende do que você espera dele. Não é, definitivamente, uma leitura descontraída e despretensiosa. O autor faz questão de explicar e misturar aspectos de sua experiência pessoal, filosofia, psicologia e outros estudos o tempo todo, o que faz com que cada parágrafo tenha um elevado peso e traga alguma reflexão. Não é um livro pensado para o seu fim de semana na praia ou para atender a uma expectativa tranquila e romântica. Na realidade, é um convite a abordagem em vários pontos da depressão, excelente para quem procura saber mais sobre a doença.

   Depressão não é frescura e Andrew não apenas deixa isso claro através de entrevistas, dados de estudos confiáveis e experiências pessoais relatadas, como deixa seu leitor munido de argumentos para uma pequena prosa com algum estudioso sobre o assunto. É uma leitura enriquecedora mas muito cansativa, então pense bastante antes de correr para a prateleira ou adicioná-lo a sua cesta virtual. Pessoalmente, estava procurando algo ligeiramente mais fluido (como O Poder dos Quietos, lembram?) mas fiquei feliz com a experiência. Não sei se aconteceria o mesmo caso ainda estivesse na faculdade ou com outras 300 leituras para fazer, pois é o tipo de obra que te consome as energias e demanda uma real determinação para determiná-la. De qualquer forma, agora estou pronta para a próxima ficção, né? Vejo vocês no próximo post!

Classificação final


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Criado por: Maidy Lacerda
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