19º Festival do Japão em São Paulo

segunda-feira, 11 de julho de 2016



   Neste fim de semana fui conhecer o maior festival de cultura japonesa do mundo, que acontece anualmente, por sorte aqui em São Paulo. Não é segredo pra ninguém que o Japão tem uma cultura toda especial e muito forte, super presente em nosso país e que atrai muitos fãs e curiosos (incluindo eu, a louca ocidental que não perde uma oportunidade de se enfiar em qualquer coisa que traga um pouquinho da terra do sol nascente pra mais perto). Hoje trago pra vocês um pouquinho do que foi a experiência de visitar esse super evento!

   Para ser bem sincera, eu nunca tinha considerado ir ao Festival porque achava que não era muito diferente da Liberdade, bairro super popular aqui em São Paulo. Lá, você encontra facilmente muita culinária, decoração e outas coisinhas asiáticas. Contudo, preciso dizer que o convite do meu professor de japonês foi mais do que precioso: não tem nada parecido em nenhum lugar do Brasil, especialmente pela singela quantia de R$ 20,00 a entrada (quem ama eventos baratos e incríveis levanta a mão). No total, fizemos a visita em um grupo de seis pessoas.

   Bom, quando se fala em cultura japonesa, muitas vezes a primeira coisa em que pensamos é em... Comida. No Festival do Japão tem pra todos os gostos: pra quem adora a culinária oriental normalmente servida por aqui em rodízios e eventos, tem muitas barraquinhas com sushi, sashimi, guioza e o tão famoso yakissoba. Quem não é muito chegado na culinária japonesa pode degustar coisinhas beeem brasileiras na hora da fome, pois também há barracas de acarajé, brigadeiro, pipoca e esses petiscos que conhecemos bem.

   Agora, se você é a louca do Japão da linha curiosa (como eu), pode se aventurar em comidas bem mais específicas regionais. Dessa vez, experimentamos kiritampo (uma espécie de sopa com cogumelos, massa de arroz e temperos), chicken domburi (um espetinho bem crocante de frango empanado) e dois docinhos bem exóticos: daifuku (bolinhas de um tipo de gelatina, recheadas com uma pasta doce de feijão - Anko - em volta de um morango fresco) e sakuramochi, um bolinho de mochi enrolado em uma folha de sakura levemente salgada. O paladar japonês é muito suave, portanto os doces são considerados um tanto quanto sem açúcar, por assim dizer, para quem está mais acostumado com o jeitinho brasileiro de sobremesas. Mesmo os pratos salgados ganham um tempero extra aqui no Brasil, mas posso dizer que achei tudo uma delícia - especialmente as refeições salgadas. Caso você se programe para ir, separe um dinheirinho também para comer: os pratos são bem servidos mas um pouco caros (uma média de R$ 22 por prato de kiritampo, lamen ou udon).

   Outra coisa que achei super interessante foram os stands de arte. Você pode aprender um pouco de origami, etegami (uma técnica japonesa lindíssima para pintar com aquarela!), fazer kanjis com um pincel tradicional, desenhar um pouco de mangá e muito mais. Não dá pra passar em um dos stands sem se aventurar (vide minha tentativa frustrada de uma etegami abaixo)

À esquerda: minha produção deprimente no stand de etegami. À direita, uma das áreas decorativas do pavilhão
   Também pudemos conferir a apresentação da dupla Hilty & Bosch, que manda muito bem no street dance. Eles performaram no palco principal junto com o REATMO, um artista japonês que faz beat box e agitou a multidão lá pelo final da tarde.

   Também teve um mercadinho bem extenso, que vendia desde camisetas até misturas prontas para fazer sopa de missô em casa. As agências de intercâmbio marcaram presença também, além de casas de decoração e escritórios de investimentos. Ficamos o dia inteiro por lá e ainda arrisco dizer que não vimos tudo.

   O evento é bem lotado, mas não chega a ser incômodo se locomover pelo pavilhão. É muito fácil chegar lá para quem mora em São Paulo: deixe o carro na garagem (o estacionamento é caro: R$ 40) e vá até a estação Jabaquara do metrô. De lá, há ônibus gratuitos para o Festival. Infelizmente, ele dura apenas um fim de semana por ano; portanto, só ano que vem pra curtir novamente. Fica aí a dica, hein?

   Bom, já adianto pra vocês que fiz minha aquisição no box da Comix que estava no evento.  Em breve vai ter resenha aqui no blog de um livro japonês muito fofo, fiquem espertos! Estava atrás dele há muito tempo.

   Espero que vocês tenham gostado de dividir comigo um pouquinho do que foi essa experiência tão bacana que foi visitar o Festival do Japão. Nos vemos no próximo post!



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Criado por: Maidy Lacerda
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